quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Ano novo, moto nova!




Ano novo, moto nova (com 45 anos de experiência)!


Dizem que o Ano Novo traz coisas novas. No meu caso, trouxe uma moto nova… que nasceu em 1980. 

O que antes era uma relíquia cansada, com marcas do tempo e histórias gravadas em cada parafuso, entrou na minha oficina como quem vai para um spa intensivo. Saiu de lá rejuvenescida, mais fresca do que nunca, com aspeto de showroom e alma de dois tempos pronta para voltar a fazer fumo (do bom).

Este processo de recuperação foi uma mistura de paciência, alguma teimosia, muitas horas de dedicação, recuperação de alguns componentes e aquisição de outros novos. 

Cada detalhe foi tratado com carinho, respeitando a essência original da DT125MX, mas devolvendo-lhe a dignidade de uma moto que, apesar da idade, continua cheia de atitude.

Não é apenas uma moto recuperada. É uma viagem no tempo, um tributo aos anos 80 e a prova de que algumas máquinas não envelhecem — apenas ganham caráter.

Espero que gostem.

Bom Ano Novo!





sábado, 18 de outubro de 2025

Yamaha DT125 MX


A Redescoberta da Yamaha DT125MX (1980)

Em tempos, numa conversa informal com um amigo, ele mencionou que tinha uma velha DT125MX de 1980 encostada na garagem da casa dos pais. Lembro-me bem da resposta quase instintiva que lhe dei:

"Se algum dia quiserem vender, falem comigo, sempre gostei dessa moto."

Os anos foram passando e nunca esqueci a DT. 

Recentemente e após decisão familiar em vender a velha máquina foi aí que me voltou a abordar:

“Ainda estás interessado na DT?”

Nem pensei duas vezes. Disse-lhe logo que sim — e dessa vez, já não o larguei. Em pouco tempo acertámos um valor justo para ambos e... a velha Yamaha passou a ser minha.

Quando a trouxe para casa, foi como receber um pedaço de história. Lá estava ela, envelhecida mas completa, coberta de pó e com a ferrugem característica das máquinas que resistem ao tempo,

Estava longe de funcionar, mas estava ali. Completa. E pronta para o próximo capítulo.



quinta-feira, 27 de junho de 2024

Kawasaki KLR 250

 Ora cá estou eu novamente de volta ao teclado!

De volta com um novo projeto: recuperar uma Kawasaki KLR 250 do ano de 1991.

Nas minhas habituais pesquisas, encontrei esta pequena trail a 4 tempos, não são vulgares em Portugal, não faço a mínima ideia quantas unidades foram vendidas mas certamente um pequeno numero comparando com outras trails mais populares nos fins de 80, principio de 90.

Lembro-me bem da altura em que foram lançadas por cá, era uma marca mal amada talvez fruto do importador que aparentemente não era muito fiável e não tratava a marca com a devida atenção. Pouco tempo depois desapareceu e a Kawa ficou um pouco à deriva....

Adiante!

Vou falar da minha KLR.

Estava algo mal cuidada pois o último dono tinha-a adquirido apenas com o propósito de fazer uns passeios off-road. Para tal foram retirados uns tantos acessórios originais e montados uns pneus de tacos.

Mas não era isto que eu queria, com esta idade achei que deveria restituir a esta já "idosa senhora" a sua originalidade. 

Não foi fácil mas acho que consegui lá chegar perto!

Foram necessárias muitas horas de pesquisa para localizar os componentes em falta. Muitos já estão descontinuados pela marca e simplesmente já não há, outros aparecem usados mas nem sempre são vendidos por um preço justo, muitos aparecem nos EUA pois esta moto é muito vulgar por lá mas os portes a intervenção alfandegária tornam as compras incomportáveis.

Deixo aqui algumas fotos!

Se está a ler esta publicação e se tiver uma moto destas, comente! Seria interessante perceber quantas motos desta andam por aí.





segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Suzuki DR 350 - Projeto de 2021


 Após algum tempo sem publicar nada, venho agora apresentar a minha nova moto, uma SUZUKI DR350S de 1992.

Foi um complicado trabalho de recuperação e reposição de componentes originais pois a moto que adquiri para este projeto estava demasiado alterada e mal tratada.
O resultado final é o que se vê na foto, posso mesmo dizer que pouco falta para ser igual ao modelo de 1992.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Personalizar

Por vezes achamos que falta qualquer coisinha na nossa moto, algo diferente dos outras...
Há que ter ideias novas, por vezes mudar a cor de um ou outro componente pode dar aquele toque que faltava.
Ficam aqui duas ideias:

Lacagem de jantes de scooter e tampa de transmissão


Lacagem de tampa de válvulas de motor de 4 cilindros

quarta-feira, 11 de maio de 2016

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Metalização de quadros de moto e outros componentes

A metalização consiste na aplicação de um metal anticorrosivo sobre a superfície que se pretende tratar.
Essa aplicação é feita por projeção através dum equipamento que derrete o metal e o pulveriza sobre a superfície. O metal anticorrosivo mais usual é o zinco.

Os materiais são previamente decapados por jato de modo a remover tintas antigas e corrosão e posteriormente metalizados garantindo uma excelente proteção contra a corrosão.
 
A metalização tem um acabamento cinzento claro e pode apresentar alguma textura, não deve ser usado como acabamento final.  Aos componentes metalizados deve ser aplicada uma pintura ou lacagem. No caso da pintura requere a aplicação prévia de primário especifico para metalização, qualquer pintor ou loja de tintas conhece bem este tipo de produto.
 
Pela minha experiência noto que alguns pintores não gostam muito de pintar sobre superfícies metalizadas pois implica bastante trabalho de preparação, por esse motivo, normalmente este tipo de trabalho não é barato....
Por outro lado, os donos das peças apreciam muito que estas sejam metalizadas.  As razões são óbvias: uma melhor preservação das partes metálicas contra a corrosão.
 
A lacagem pode ser aplicada desde que a metalização não apresente camadas muito espessas e irregulares. A lacagem sobre metalização é mais complexa e tal como a pintura "convencional" exige uma boa preparação.
 
Para metalizar quadros e outros componentes é necessário que as peças sejam entregues devidamente desmontadas, sem peças de plástico ou borrachas, sem rolamentos ou outros componentes mais sensíveis.
Ah.... nunca esquecer de tirar chapas com numero de quadro quando estes existirem.
 
Mãos à obra!
 
Ficam aqui alguns exemplos de trabalhos de metalização!